A nossa Estátua da Liberdade

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Estátua da Liberdade - imagem atualEm Maceió, diante do Museu da Imagem e do Som – MISA, localizado no bairro histórico de Jaraguá, há uma Estátua da Liberdade que foi produzida pelo francês Frédéric Auguste Bartholdi, também autor do monumento que hoje é o cartão postal de Nova Iorque.

A estátua chegou em Alagoas no ano de 1904, graças à amizade do pintor alagoano Rosalvo Ribeiro com o escultor francês. Não se sabe ao certo se foi um presente ou se foi decorrente de alguma troca de peças de arte, mas o fato é que em todo o mundo só existem três Estátuas da Liberdade em bronze assinadas por Bartholdi: uma está em Nova Iorque e as outras duas, embora em dimensões menores, estão em Maceió e em Paris.

Há também uma Estátua da Liberdade atribuída a Bartholdi no Rio de Janeiro. Todavia, ela não foi produzida em bronze, mas em liga de níquel, o que leva a crer que a estátua deve ter sido concebida a partir da peça que serviu como modelo para os monumentos originais.

A nossa Estátua da Liberdade, que inicialmente figurava no centro da Praça Dois Leões, fez uma grande peregrinação pela cidade de Maceió. Em 1918, o monumento foi deslocado para um pedestal próximo da então Recebedoria, que atualmente abriga o MISA. Em 1939, a estátua foi transportada para a recém-construída Praça do Centenário da Cidade de Maceió, no bairro do Farol. A partir de 1956, foi substituída por um monumento em homenagem ao general Goes Monteiro, sendo transferida para uma pequena praça construída entre os bairros do Jaraguá e da Pajuçara. Nos anos 90, a Estátua da Liberdade foi devolvida ao pedestal localizado nas proximidades do MISA, onde está até hoje.

Estátua da Liberdade - Praca Centenário(Cartão postal original pertencente à coleção particular de Henrique Méro – imagem da Praça do Centenário da Cidade de Maceió em 1945)

Categoria: Artigos, Destaques, História

Discussion6 Comments

  1. Dimas Marques disse:

    Que bom que ajeitaram o fogo erguido em suas mãos. Em 2011 fiz uma aula de campo e o mesmo fogo estava torto, praticamente caído.

    • Henrique Méro disse:

      Bom mesmo. Precisamos cuidar de nosso patrimônio e de nossa história. Obrigado pela participação.

  2. Jediael disse:

    Quando se sabe fica mais gostoso.

  3. Lícia Maria Moreira Peixoto disse:

    “Quem não sabe é como quem não vê”, adorei a história e o seu registro. Parabéns, Henrique Méro, por, também, se “debruçar na varanda do tempo”. O professor Ernani Méro deve estar muito orgulhoso. Um abraço

    • Henrique Méro disse:

      Muito obrigado pelo comentário, Lícia. É a mais pura verdade a sua afirmação: “quem não sabe é como quem não vê”.

  4. Paulo Barbosa disse:

    Ho!
    Que lindo.
    Verdade ou fatos!
    Será muito?
    Mais Alagoas sempre foi assim.
    e será sempre assim.
    As nossa arte e relique, nem sempre, temos cuidado, e somo selozo por aqulo que é nosso.
    Parabéns aos que se preocupar com a nossa história.
    Abraço equipe.
    BJ às fãs
    Paulo Barbosa
    Santana do Ipanema- Al

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